BIOGRAFIA

Nascido em 16 de Maio de 1915, no centro da Cidade de São Paulo. Nome de batismo: Goffredo Carlos da Silva Telles. Nome adotado : Goffredo da Silva Telles Junior (para evitar confusão com o nome do pai). Nome de escritor: Goffredo Telles Junior.

Filho de Goffredo Teixeira da Silva Telles, poeta (da Academia Paulista de Letras), advogado, agricultor ; e de Carolina Penteado da Silva Telles (filha de Ignácio Penteado e de Olivia Guedes Penteado). Ambos proprietários da tradicional Fazenda Santo Antonio, no Município de Araras, Estado de São Paulo.

Curso Primário no Lyceu Franco-Brasileiro. Curso Secundário no Ginásio de São Bento. Curso Superior na FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, Turma de 1937.

Soldado na Revolução Constitucionalista de São Paulo (1932).

Inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil como Solicitador-Acadêmico em 1935 ; como Advogado desde 1937.

Foi ADVOGADO MILITANTE a vida inteira.

PROFESSOR DE DIREITO da Faculdade (USP), desde 1940: a princípio, como Livre Docente, depois como Professor Catedrático, isto é, como PROFESSOR TITULAR. Tomou posse de sua Cadeira (Introdução à Ciência do Direito) no ano de 1954.

Lecionou durante quase 45 anos. Em 1985, por força de lei, foi aposentado compulsoriamente, ao atingir 70 anos de idade (idade limite). Continuou, porém, em seu próprio escritório, a dissertar sobre a Disciplina da Convivência Humana, a grupos numerosos de estudantes em cordial visita.

Pouco antes de sua aposentadoria, e pelo voto unânime do Conselho Universitário, foi honrado com o título de PROFESSOR EMÉRITO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.

O Professor Goffredo foi VICE-DIRETOR DA FACULDADE DE DIREITO da Universidade de São Paulo, de 1966 a 1969,  tendo exercido a Diretoria em diversos períodos.

Principais trabalhos parlamentares: Pela entronização do Cruxfixo de Cristo na Sala do Plenário da Câmara dos Deputados;  Em Defesa dos Municípios Brasileiros ; Por um Sistema Realista de Discriminação Constitucional das Fontes de Receita Tributaria ; O Problema do Algodão ; O Problema do Fio de Seda ; O Problema da Brucelose ; Em Defesa dos Minérios e das Areias Monaziticas do Brasil ; Dois discursos em Defesa da Amazônia e contra o Instituto Internacional da Hiléia Amazônica ; Pela Incorporação dos Abonos aos Salários dos Trabalhadores ; A Policia Militar.

 Lutador incansável pelo Estado de Direito, pelos Direitos Humanos e pelas Liberdades Democráticas.

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Na noite de 8 de Agosto de 1977, na plena vigência do regime de ditadura militar, leu sua CARTA AOS BRASILEIROS”, no Pateo da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, diante de grande multidão de estudantes, de gente do povo, de altas personalidades e de jornalistas, em comemoração do Sesquicentenário da Fundação dos Cursos Jurídicos no Brasil. Esse famoso documento se tornou marco decisivo no processo de abertura democrática no País.

Muito antes, em 1959, publicou Lineamentos de uma Constituição realista para o Brasil, em que defendeu, pioneiramente, a tese da iniciativa popular no processo de elaboração das leis.

Em 1963, publicou Lineamentos de uma Democracia Autentica, em que mostrou a necessidade da participação dos setores organizados do povo no processo legislativo.

Por iniciativa sua, e com sua decidida colaboração, o Instituto dos Advogados de São Paulo ofereceu ao Governo, em 1966, um anteprojeto de Constituição, que foi publicado nos Anais da Assembléia Legislativa do Estado.

Em 1983, no Congresso Nacional dos Advogados Pró-Constituinte, compareceu com a teseAbrangência dos Direitos Humanos.

Em novembro de 1986, presidiu a CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE A DÍVIDA EXTERNA DOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO. Pronunciou o discurso de abertura, com circunstanciada exposição do tema da Conferência.

Em nome de centenas de entidades representativas da sociedade civil, reunidas no chamado“Plenário Pró-Participação Popular na Constituinte”, dirigiu ao Governo, em 1988, sua Carta dos Brasileiros ao Presidente da Republica e ao Congresso Nacional, clamando por uma Assembléia Constituinte livre, autônoma e soberana, desvinculada do Congresso Nacional e das engrenagens do Governo.

Em nome das mesmas entidades, leu, em sessão pública, realizada no Salão Nobre da Faculdade de Direito, no mês de setembro de 1993, sua SEGUNDA CARTA AOS BRASILEIROS, em defesa da Constituição.

Dia da leitura da Carta aos Brasileiros.
Foto: Hélio Campos Mello.

Nesse Município, o Professor e sua mulher Maria Eugenia são proprietários da Fazenda Aleluia.

Ao atingir setenta anos de idade, em 1985, e ser compulsoriamente aposentado por força da lei, os estudantes da “velha e sempre nova Academia do Largo de São Francisco” o saudaram como “PROFESSOR SÍMBOLO”.

Depois de sua aposentadoria (1985), continuou estreitamente ligado à Faculdade, ao Centro Acadêmico XI de Agosto e aos estudantes da Academia.

Em 5 de Outubro de 1988, dia da Promulgação da Constituição, criou o CÍRCULO DAS QUARTAS-FEIRAS.


Em setembro de 1967, casou-se com MARIA EUGENIA RAPOSO DA SILVA TELLES, advogada, formada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, USP (Turma de 1964), e diplomada no Curso de Pós Graduação, da Faculdade de Direito da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, como bolsista da Fundação Fullbright. Maria Eugênia se tornou sua inseparável e inspirada companheira, preciosa colaboradora de todas as horas.

O casal tem uma filha, Olivia, nascida em 3 de fevereiro de 1972, também advogada, formada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, USP (Turma de 1993), tendo obtido, em 1995, o “Diplôme d’Etudes Approfondies” de Direito Internacional Econômico, na Universidade de Paris-I (Pantheon-Sorbonne) . Nessa mesma Universidade, conquistou, com nota máxima , em Outubro de 2001, o Título de Doutor.

O Professor tem um filho, de casamento anterior, nascido em 16 de dezembro de 1952 : o cineasta Goffredo Telles Neto, pai das duas netas do Professor : Lúcia Carolina e Margarida. Goffredinho faleceu em 29 de março de 2006.

O Professor Goffredo faleceu no dia 27 de junho de 2009.